domingo, 6 de janeiro de 2013

Ipê Amarelinho

De repente chove
Neste rincão onde ninguém dorme
Sabe-se que há luz eterna quando anoitece
Mas nesta cidade em que todos somem
num estalo escurece.

Anoitece...
Mas no minuto não se via
Ao redor tudo parece alumiado
por um instante corisco em cujo facho de luz 
guiavam-se absorvidos.

Amanhece...
E mesmo tudo soando desapariado
Sabe-se que há esperança
E que um novo horizonte surge
devargarzinho, sem pressa.

De repente, sol!
Neste cenário de aguaceiro e escuridão
o amor florejou displicente
a união se achegou consciente
E tão abrasadores...

Que pude ver a mocidade
amarradinha num tronco de árvore de fulô
chispando longe e colorida
desenrolando feito um rolo de fita
que a enxurrada desatou.

Bárbara Helena Almeida Carmo
2012.


Aquarela Casarosa - La Luna.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Um palco: o Flor e Cultura. Um dos primeiros a ganhar vida. Ideia que surgiu numa mesa de bar entre o Sávio (primo querido) e amigos, e que foi executada a várias mãos. Com participação especial minha, do Ique e do Jamil.

Palco do bar - Carol Reis e banda.

Mural pintado pelo artista de Viçosa, Jamil.